O projeto “Unesp e Unicamp no Território Paulista: Mais Ciência na Escola” foi lançado oficialmente na Reitoria da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em São Paulo (SP), com o objetivo de transformar as práticas pedagógicas por meio da tecnologia. A iniciativa abrange um total de 150 escolas públicas em todo o estado, estruturadas em cinco redes de atuação. Na macrorregião do Oeste Paulista, o projeto atenderá 30 escolas, sendo 25 estaduais e cinco municipais, que integram a chamada Rede 1.
A coordenação da Rede 1 ficará a cargo da professora doutora Maria Raquel Miotto Morelatti, docente do Departamento de Matemática e Computação da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Unesp de Presidente Prudente. De acordo com ela, a iniciativa visa introduzir a cultura maker e a alfabetização digital no ambiente escolar através da capacitação docente e da criação de espaços físicos dedicados ao desenvolvimento de projetos práticos. Nesse modelo, o professor atua como mediador de processos de investigação, criação e resolução de problemas, estimulando o protagonismo dos estudantes.
A área de atuação do projeto na região abrange uma extensão que vai de Rosana (SP) a Ilha Solteira (SP), englobando 19 municípios paulistas. Entre as cidades contempladas estão Presidente Prudente, Andradina, Adamantina, Mirante do Paranapanema, Emilianópolis, Presidente Bernardes e Martinópolis.
Vinculado à Pró-reitoria de Extensão Universitária e Cultura (Proec), o projeto foi selecionado pela Chamada Pública CNPq nº 13/2024, dentro do Programa Conecta e Capacita (Mais Ciência na Escola). O recurso total destinado à iniciativa é de R$ 15 milhões compartilhados entre as cinco redes do estado, dos quais R$ 3 milhões serão aplicados diretamente na Rede 1, administrada pela FCT Unesp. A proposta tem duração prevista de um ano, com término programado para novembro de 2027.
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Para a estruturação dos espaços maker, as escolas parceiras serão equipadas com tecnologias avançadas, incluindo impressoras 3D, cortadoras a laser, fresadoras CNC e kits de robótica. Cada unidade participante terá o acompanhamento de um professor bolsista parceiro. A prioridade da Rede 1 será a formação desses educadores, que passarão por um curso de especialização a distância de 360 horas, focado em Inovação, Tecnologia, Cultura Maker e Ensino 5.0.
As dinâmicas de sala de aula adotarão a abordagem Steam — que conecta as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática — para buscar soluções interdisciplinares para problemas cotidianos. O projeto também prevê o uso de tecnologia assistiva, aplicando a impressão 3D na confecção de dispositivos personalizados para aumentar a autonomia de estudantes com deficiência, promovendo acessibilidade, inclusão digital e integração direta entre a produção acadêmica universitária e o ambiente escolar público.
